19 de setembro de 2011

Numas em Eventos: Penser les métissages; pratiques, acteurs, concepts

Veuillez trouvez ci-joint le programme du colloque Penser les métissages : pratiques, acteurs, concepts qui aura lieu à l'Université Paris 13-Nord (campus Villetaneuse) entre le 21 et 23 septembre 2011.


Suite à la programmation du colloque, nous vous invitons également à la conférence :


D. Pedro II et la création d'une monarchie dans les tropiques

par Lilia Moritz SCHWARCZ (USP)


Conférence de rentrée du Master d’histoire ouverte au public

Samedi 24 septembre 10h.-12h.,

Université Paris 13-Nord, l’UFR L.S.H.S., salle C 204



Lilia Moritz Schwarcz est Professeur d’Anthropologie à l’Université de São Paulo. Ses principaux domaines de recherches sont l’histoire de l’esclavage et des théories raciales, l’histoire de la monarchie brésilienne, l’histoire de l’art et l’histoire de l’anthropologie au Brésil. Elle a publié plusieurs livres, dont deux traduits en anglais: Spectacle of Races: Scientists, Institutions and Racial Theories in Brazil at the End of the XIXth Century (Farrar Strauss and Giroux, 1999) et The Emperors beard: D. Pedro II a tropical king, (Farrar Strauss and Giroux, 2004). Elle a été conseiller scientifique des expositions: The great travel of the king’s Library (2006), et Nicolas-Antoine Taunay: a French translation of the tropics (2008). Elle a récemmennt publié : O Sol do Brasil: Nicolas-Antoine Taunay e as deventuras dos artistas franceses na corte de D. João (Companhia das Letras, 2008).

Lilia Moritz Schwarcz a été pensionnaire de la Guggenheim Foundation (2006/ 2007) et de la John Carter Brown Library (2007); visiting professor à Oxford et à l’Université de Leyde et Tinker Professor à la Columbia University (2008) et depuis 2011 est Global Professor à Princeton. Elle est également depuis 2006 membre de l’ Advisor Group for the Harvard Brazilian Office. Elle est éditrice et coordinatrice de la collection de non-fiction à la Companhia das Letras, São Paulo.


Informations sur l'accès à l'Université Paris 13-Nord (Campus de Villetaneuse) : http://www.univ-paris13.fr/acces-aux-campus.html

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Sobre o Núcleo

Desde o início de 2007 um grupo de professores e alunos de graduação, pós-graduação e pesquisadores de pós-doutorado vinculados ao Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP) vêm se reunindo com o objetivo de partilhar idéias e trocar experiências de pesquisa que tratam da produção social da diferença por meio da articulação de categorias de raça, gênero, sexo, idade e classe, tanto do ponto de vista da configuração de sistemas de classificação social, como da constituição de corpos e identidades coletivas. Tanto na pesquisa empírica, como na esfera das discussões teóricas, percebe-se que temas que costumavam ser tratados separadamente - gênero e raça, por exemplo, eram antes construídos como problemas teóricos estanques - precisam ser compreendidos e estudados em termos da intersecção destas categorias.

O Brasil como outros países, vem assistindo nos últimos anos a uma discussão pública crescente sobre questão "racial" e "racismo", miscigenação e nação, sistema de ação afirmativa, cotas e políticas públicas com base na diferenciação por "cor/raça", além da reconfiguração da questão das terras ditas "terras de pretos" ou dos "remanescentes dos quilombos". No âmbito das questões relacionadas à sexualidade e gênero, vivemos também atualmente um processo de importantes redefinições, tanto no nível da ética sexual (os limites do que deve ou não ser tolerado), quanto no nível da política sexual propriamente dita (os limites do que deve ou não ser criminalizado). As discussões em curso no país sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo, sobre o combate à violência conjugal e o assédio sexual, o aborto assistido, a profissionalização da prostituição, o turismo sexual são apenas alguns exemplos desse processo de transformação.

Problemas sociais e problemas de pesquisa sócio-antropológica especificam-se crescentemente em sujeitos de direitos minoritários referidos a marcadores de raça, etnia, gênero e orientação sexual, que ocupam de modo inédito a agenda política e acadêmica do país. Ao se penetrar no labirinto da produção de categorias identitárias e formas de discriminação associadas àqueles marcadores de diferença, é possível é possível perceber como a produção do saber vem atuando e sendo incorporada aos movimentos sociais em questão.

Trata-se não apenas de reelaborar questões clássicas e recorrentes sobre miscigenação, erotismo e nação, mas também refletir sobre o impacto das políticas de identidade e de ações afirmativas, percorrer o embate entre políticas de escopo universalista e políticas de promoção de direitos especiais, bem como buscar a compreensão renovada de convenções, representações e sociabilidades associadas a raça, etnia, sexualidade e gênero. Os novos tempos trazem novos desafios conceituais e acabam por exigir novas frentes de pesquisa, evidenciando a necessidade de lançar mão de perspectivas mais comparadas, que inter-relacionem aquelas categorias, redimensionando sua própria aplicabilidade e significação.

Linhas de atuação:

  • A produção histórica e cultural da racialização/etnização da sexualidade e da sexualização da raça/etnia, e suas implicações em termos dos diferentes sistemas de dominação.
  • A articulação de gênero e sexualidade em corpos hierarquizados em termos de raça/etnia.
  • Imagens, representações, convenções e saberes em torno de raça, etnia, sexualidade e gênero.
  • Práticas cotidianas e sociabilidades em torno de raça, etnia, sexualidade e gênero.
  • Políticas e discursos públicos sobre raça, etnia, sexualidade e gênero.
  • Produção de desigualdades em torno destas categorias e de suas intersecções
  • Interações entre racismo, sexismo e homofobia, e as formas de naturalização e essencialização de diferenças sociais.

Professores vinculados:

O Numas conta ainda com a participação de 6 alunos de Mestrado, 7 de Doutorado, 8 de Iniciação científica e 1 de Pós-Doutorado.